por que nerudar tanto?
qual a distância precisa entre ideal e real?
qual é o vício do pleonasmo?
a razão desconhece os motivos do coração por que é ignorante ou por que não quer?
como dois mundos solitários podem se encontrar?
como duas dores diferentes podem se massagear?
como dois gozos conflitantes podem se satisfazer?
a gente fala por que não consegue calar?
eu sou neguinha?
vai doer?
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terça-feira, 21 de agosto de 2007
terça-feira, 19 de junho de 2007
...
nasci um ser falado
nasci passivo
do falar
foi ser falante que disse
- haja luz!
E nasci
Me falaram e me sou...
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nasci passivo
do falar
foi ser falante que disse
- haja luz!
E nasci
Me falaram e me sou...
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nos dias de criação
(Vista do teto da Capela Sistina, projetada por Michelangelo)nos dias de criação foi assim
foram árvores, plantas, peixes
e mais
foram sol, lua, nevoeiro
e mais
foram tempo, terra, terço
e mais
foram homem e homem
mulher e mulher
e mais
foram acento, vírgulas e pontos
perguntas, respostas e idéias
e mais
foram espaguetes, chiliques e sushis
mingaus e fomes
e mais
foram tábuas e leis
e mais, demais.
Ademais foram árvores do bem
e do mal
e mais...
.
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...
Navegar, viver, escrever
Nada é preciso!
Se é somente querido
Desejado.
Da necessidade
Tirem-se as penas
Deixem apenas as razões
Os motivos
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Nada é preciso!
Se é somente querido
Desejado.
Da necessidade
Tirem-se as penas
Deixem apenas as razões
Os motivos
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quarta-feira, 23 de maio de 2007
...
toque
...
noutro dia voei
sobre telhados
e homens telhados
vi os sobres da maldade humana
vi os pódios de toda vaidade construída;
vi as birras das mães aflitas
e os broncas das malcriações;
vi os cofrinhos quebrados
e os quebrados cofrinhos;
vi as inocências dos pedófilos
e as libidos dos abusados;
vi os suores das freiras
e os onanismos dos padres;
vi as televisões e carnês,
felizes e custosos;
vi os pagodes dos intelectuais,
e os cafés das menininhas;
vi as disfunções dos garanhões
e os pudores das prostitutas;
vi o cú das esposas dos medievais,
e as diarréias dos cristos.
noutro dia voei
sobre destelhados...
... me caiu uma telha!
.
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sobre telhados
e homens telhados
vi os sobres da maldade humana
vi os pódios de toda vaidade construída;
vi as birras das mães aflitas
e os broncas das malcriações;
vi os cofrinhos quebrados
e os quebrados cofrinhos;
vi as inocências dos pedófilos
e as libidos dos abusados;
vi os suores das freiras
e os onanismos dos padres;
vi as televisões e carnês,
felizes e custosos;
vi os pagodes dos intelectuais,
e os cafés das menininhas;
vi as disfunções dos garanhões
e os pudores das prostitutas;
vi o cú das esposas dos medievais,
e as diarréias dos cristos.
noutro dia voei
sobre destelhados...
... me caiu uma telha!
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